segunda-feira, 10 de setembro de 2007

INSS, a galinha de ouro

O DILEMA E A UTOPIA
“Se o país crescer muito, o déficit da Previdência some, mas o país só cresce se acabar antes com o déficit da Previdência. Esse é o labirinto por onde vagam os especialistas. Quem está certo?”
Foi com esse dilema acima, citado na íntegra, que a revista VEJA apresentou em sua edição de 23 de agosto de 2006, uma reportagem intitulada, “O DILEMA DO OVO E DA GALINHA”, suscitando dúvidas e apresentando soluções utópicas concernente ao cruciante problema do déficit da Previdência Social, que atingiu índices robustos nos últimos 18 anos, superando hoje um prejuízo acima de 40 bilhões de reais anuais, representando quase 8% do PIB nacional.
O especialista em finanças públicas Amir Khair, garantiu que, dentro de exatos 19 anos, se o Brasil crescer ininterruptamente 6% ao ano, será possível que o INSS equilibre suas dívidas zerando o seu déficit a partir de 2025. BINGO! Foi encontrada a solução mágica para um problema até então insolúvel, certo? Errado. Um desfecho assim tão simples jamais seria viável para uma questão de dimensões gigantescas, para uma instituição que desde os seus primórdios vem sendo corroída em sua mais recôndita conjuntura, pelo verme pestilento da corrupção, onde a roubalheira explícita atingiu o seu mais alto grau de execução e impunidade. Para que a Previdência Social saia de seu profundo abismo deficitário, seria necessária uma reforma fundamental em toda a sua estrutura sistemática. A mais importante e radical solução resultaria no resgate de toda a verba desviada do sistema dentro desse período de 18 anos de administração deficitária, durante os quais foram desviadas enormes quantias do dinheiro suado dos contribuintes.
No Brasil existe uma maneira bastante insólita para resolver seus crimes de devassidão. Descobre-se a farsa, mas não pune o farsante. O dinheiro roubado jamais é recuperado. A melhor maneira de punir um corrupto é confiscar o seu patrimônio. Se o Brasil resgatasse hoje tudo o que lhe foi subtraído de maneira criminosa, seria uma das nações mais ricas e bem estruturadas do mundo.
Não adianta querer tirar coelhos da cartola, apresentando soluções mirabolantes, pois o que está faltando às autoridades brasileiras é uma ação conjunta de pulso forte e um sistema judiciário que não seja moroso e omisso para com os verdadeiros infratores que praticam descaradamente o crime de lesa-pátria.
Não adianta uma autoridade vir a público explicar à sociedade por meio de subterfúgios, tentando ocultar o obvio por intermédio de palavras difíceis e números fantasiosos, que para o cidadão comum não fazem o menor sentido. As autoridades devem prestar esclarecimentos usando a linguagem do povo, para que haja entendimento por parte daqueles que necessitam saber do que realmente acontece nos bastidores das nossas instituições sociais.
Quando foi promulgada a Constituição de 1988 o INSS apresentava um bom superávit e gastava com aposentadorias e pensões 2,5% do PIB. Hoje, 18 anos depois, gasta-se em torno de 8% do PIB e seu débito é equivalente ao dobro do lucro que obteve a Petrobrás. Agora vem a pergunta que não quer calar: Por que o Governo Federal cobriu o rombo da PETROS (Fundo de Pensão da Petrobrás) com a fabulosa quantia de 18,5 bilhões de reais? Se a empresa apresentava superávit e seu Fundo de Pensão é privativo, então a solução para salvar a saúde financeira da PETROS, teria que partir dos recursos da Petrobrás, e não com as posses do Erário Público, ou seja, dos nossos próprios recursos pecuniários. No governo anterior foi criado o PROER, órgão que socorreu os bancos falidos com bilhões e bilhões de reais, escoados dos cofres públicos para os bolsos de banqueiros corruptos. Há muito tempo que o INSS pede socorro, sufocado por um prejuízo anual em torno de 40 bilhões, mas o Governo Federal faz ouvidos moucos a essa súplica veemente.
Temos hoje uma gigantesca carga tributária que representa quase 40% do nosso PIB e ninguém sabe para onde vai tanto dinheiro. Sabemos que o apetite da Máquina Governante é insaciável, com gastos que ultrapassam os limites da razão. A corrupção no país é endêmica, tudo se transformou em um incurável tumor cancerígeno, que vai erodindo avassaladoramente todos os baluartes de nossas estruturas institucionais. Por que o Governo não socorre a nossa tão combalida Previdência Social, como o fez com os bancos e outras organizações privadas em detrimento dos nossos bens públicos? Se em 1988 o INSS possuía uma conta robusta, por que, apenas 18 anos depois essas contas passaram a apresentar tão gigantesco prejuízo administrativo? Há algo errado em tudo isso que é passível de esclarecimento por parte das autoridades governamentais. Há uma necessidade muito grande de passar a limpo a história política e administrativa deste país. Que a transparência, a credibilidade e a honestidade façam parte do cotidiano de nossas autoridades, daqueles que cuidam de forma relapsa do patrimônio público! O que testemunhamos hoje são ações vergonhosas de uma quadrilha de ladravazes que se locupletam à sorrelfa tomando de assaltos os cofres públicos de todos os nossos estabelecimentos governamentais. Nossa classe política naufragou na lama pútrida de um sistema nefasto, desditoso e corruptível.
A Previdência Social pede socorro aos poucos cidadãos de bom senso para que a liberte dos grilhões que a prendem a esses maquiavélicos anti-heróis da sociedade brasileira.

QUE SE FAÇA JUSTIÇA NESTE PAÍS!

Fonte: www.brasilwiki.com.br

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