quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Cresce o número de deficientes inseridos no mercado de trabalho paranaense

Entre janeiro e setembro desse ano, o número aumentou 24% em relação ao mesmo período do ano passado
A contratação de Pessoas com Deficiências (PCD) está crescendo em Curitiba e região. Conforme dados disponíveis, entre janeiro a setembro deste ano, o Sistema Nacional de Emprego do Paraná (Sine-PR), por intermédio do Núcleo de Apoio a Programas Especiais (Nape), da Delegacia Regional do Trabalho no Paraná (DRT/PR) inseriu 1.958 pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O resultado representa 24% de acréscimo em relação ao mesmo período do ano anterior, onde foram inseridos 1.578 (PCD). "No entanto, esse aumento poderia ser maior se mais empresas cumprissem a Lei de Cotas", afirma a coordenadora do Nape, Fernanda Matzenbacher.
A Lei 8.213/91 prevê a inclusão de pessoas com deficiências (PCD) no mercado de trabalho. Conforme a lei, as empresas que têm 100 ou mais funcionários estão obrigadas a contratar PCD em diferentes proporções. Se a empresa tiver de 100 a 200 empregados, 2% deverá ser portador de deficiência; 201 a 500, 3%; de 501 a 1.000, 4% e de 1.001 em diante, 5% deverá compor o quadro de funcionários.
O não cumprimento da lei faz com que a empresa fique sujeita há multa, aplicada pela fiscalização da DRT, de no mínimo R$ 1.156,83 por deficiente não contratado. O valor pode ser acrescido de até 40%, conforme a quantidade de funcionários e o porte econômico da empresa.
A DRT notificou 1.238 empresas, entre dezembro de 2006 e janeiro de 2007, por não estarem cumprindo a lei. Atualmente, mais de 500 processos estão sendo acompanhados e fiscalizados. A coordenação do Nape explica que, por meio de muito diálogo as empresas estão se conscientizando de que os deficientes têm condições de freqüentar o mercado de trabalho. Uma dessas empresas é a rede de supermercados Casa Fiesta que atua no mercado varejista com uma loja localizada nos bairros Alto da XV e Seminário.
O supermercado conta com 268 funcionários, desses, 16 são portadores de necessidades especiais. Para todos os colaboradores, se viabiliza aprimoramento profissional através de treinamentos, e principalmente, do subsidio de até 100% do valor de cursos. De acordo com um dos diretores do Casa Fiesta, Marcelo Fontana Breda, a inclusão dos deficientes sempre foi uma preocupação da rede.
Destaque para o projeto de inclusão social que completa 6 anos de existência, intitulado "Integrando o Portador de Necessidades Especiais". O projeto oportuniza trabalho e conquistas profissionais e vem trazendo resultados bastante positivos para a organização, e principalmente para a sociedade.
Vera Amorim Bizerra, 27 anos, possui deficiência visual. Filha de família humilde, está há 7 anos trabalhando no supermercado. "Vivia dependendo do pouco que minha família me oferecia. Foi então que surgiu essa oportunidade de emprego no Casa Fiesta. Eles me acolheram muito bem, e aqui posso demonstrar o meu valor e ganhar o meu dinheiro", afirma.
Fonte: Jornal do Estado (Paraná)

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