De acordo com levantamento da Secretaria da Previdência Social, entre 2002 e 2006, o número de trabalhadores protegidos pela Previdência Social subiu de 61,7% para 64%. No entanto, a cobertura ainda é menor do que a de 1992, quando atingia 66,4% da população do País.
O estudo ainda mostra que a contribuição dos benefícios previdenciários garante que 2,9 milhões de pessoas não estejam abaixo da linha da pobreza, ou seja, com rendimento inferior a meio salário mínimo.
O estudo ainda mostra que a contribuição dos benefícios previdenciários garante que 2,9 milhões de pessoas não estejam abaixo da linha da pobreza, ou seja, com rendimento inferior a meio salário mínimo.
Trabalhadores sem cobertura
Dos 29 milhões de trabalhadores sem cobertura previdenciária, 13,27 milhões ganham menos de um salário mínimo.
E das 15,42 milhões de pessoas que ganham pelo menos um salário mínimo, 42,39% são empregados sem carteira assinada. Os homens e as pessoas com idade entre 30 e 39 anos representam a maioria dos trabalhadores desprotegidos, com 65,18% e 28,6%, respectivamente.
Considerando os setores da economia, os que possuem o maior número de pessoas sem cobertura são comércio e reparação, com 23,78% de trabalhadores, construção, com 16,13%, e indústria de transformação, com 13,65%.
Estados e regiões
Na relação de cobertura dos estados, o estudo comprovou que os lugares com melhor nível de cobertura são: Santa Catarina, com 21,6% dos trabalhadores protegidos, Rio Grande do Sul, com 27,95%, e Distrito Federal, com 29,7%.
Já os estados do Pará, com 53,9%, Amapá, com 50,9% e Ceará, com 50%, possuem a maior proporção de trabalhadores sem proteção da previdência.
Em números absolutos, a região Sudeste concentra 44,9% dos trabalhadores sem cobertura, mas, na comparação com a população empregada, a região Norte é a que apresenta um maior número: há 1,5 trabalhador informal para cada formalizado.
Na região Nordeste e Centro-Oeste, essa relação é de 1,2; já no Sudeste e Sul, os números são de 0,9 e 0,8, respectivamente.
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