Mariana Flores
Central Única dos Trabalhadores organiza passeata para cobrar diversos benefícios do governo, inclusive retirada do projeto que limita reajustes dos servidores públicos
A Esplanada dos Ministérios foi palco ontem de uma manifestação de diferentes categorias de trabalhadores dos setores privados e públicos que se uniram para lutar por reivindicações diversas. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), organizadora do protesto, esperava 20 mil pessoas, e 10 mil compareceram, segundo a Polícia Militar. As faixas variavam de pedidos para que seja alterada a forma de financiamento das entidades sindicais à reivindicação de que seja retirado o Projeto de Lei Complementar nº 1, que limita os gastos do governo com a folha de pagamento dos servidores. Desde terça-feira, os sindicalistas se encontraram com representantes dos três Poderes para discutir os assuntos, que, segundo o movimento, são prioritários para o mercado de trabalho. “Esta é uma pauta unificada da classe trabalhadora. Foi um movimento conjunto com uma pauta das entidades que dialogam com o Executivo, Judiciário e Legislativo”, explica o presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, que liderou um abraço coletivo ao Congresso Nacional.
Os funcionários das universidades federais, em greve desde 28 de maio, pegaram carona na manifestação para tentar forçar o governo a aceitar as reivindicações da categoria, que se reúne hoje com representantes do Ministério do Planejamento. Eles querem que o governo antecipe o início do reajuste proposto de julho de 2008 para janeiro do mesmo ano. Querem ainda que sejam diminuídas as diferenças salariais entre as classes que formam a categoria. O objetivo é tentar obter reajustes maiores para os trabalhadores de nível auxiliar e intermediário. Pela proposta apresentada pelo Executivo na semana passada, os salários seriam reajustados em três parcelas, até julho de 2010. Nos três anos o índice final iria variar entre 16,9% e 22,3% para os funcionários de nível auxiliar. Os concursados de nível médio teriam aumentos entre 19,7% e 23,7% e os de nível superior, entre 86,2% e 89,8%.
Fonte: Correio Braziliense
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